O SIGNIFICADO DA VITÓRIA DE AUGUSTO LOBATO NA PRESIDÊNCIA DO PT DO MARANHÃO

Augusto Lobato está eleito presidente do PT no Maranhão, com larga vantagem sobre o adversário, o deputado estadual Zé Inácio.

A votação ocorreu no final da tarde deste sábado (13), no auditório do Cesir/Fetaema, com a participação dos delegados indicados pelas chapas que concorreram no Processo de Eleição Dire

Após várias disputas, Augusto Lobato chega à presidência do PT no Maranhão

ta (PED), realizado em abril.

Inácio e Lobato polarizaram a disputa, respectivamente com 97 e 96 delegados. A chapa liderada por Francimar Melo, detentora de 40 delegados, migrou inteira para Augusto Lobato, sacramentando a vitória.

A eleição de Augusto Lobato para a presidência do PT no Maranhão foi uma demonstração de convergência de várias tendências internas, sinalizando maturidade política e superação de uma fase na qual o partido era marcado por uma sucessão de batalhas fratricidas.

Vira-se a página das disputas internas que travaram a legenda no passado, rivalizando lideranças históricas como Domingos Dutra x Vila Nova, Washington Oliveira x Domingos Dutra, PT de Sarney x Resistência Petista.

A partir de hoje não há mais PT de uma pessoa ou liderança. Há uma retomada do sentido de coletividade nesta legenda tão ferida por interesses individuais colocados acima do conceito de política.

Augusto Lobato ganhou a eleição e tem maturidade para não tripudiar sobre os adversários derrotados, porque ele sabe dialogar e precisa formar a governança na síntese dialética necessária à unidade partidária.

Ele conquistou a presidência, mas a vitória é do PT, uma legenda outrora estigmatizada no Maranhão por ser um antro de problemas e batalhas entre correligionários, deixando sempre feridas abertas, sangrando.

O novo presidente tem a missão de costurar os interesses das tendências, fazer a grande política e posicionar o partido de maneira generosa e propositiva no cenário estadual e municipal, sem submissão aos interesses fisiologistas que no geral pautam o convívio entre as legendas.

Muitas articulações de vários atores e atoras convergiram para a vitória de Augusto Lobato, somadas ao seu mérito próprio e perseverança, após várias disputas e derrotas.

Nesse novo cenário do PT, está praticamente descartada a chance de intervenção do diretório nacional, porque a votação deste dia 13, fruto de um processo de convergência e unidade, não deixa qualquer margem para contestação.

Não há mais espaço para o triunfo do “PT de Sarney” envergonhar seus militantes, simpatizantes e eleitores.

O próprio deputado Zé Inácio, no seu discurso após o resultado proclamado, pregou a unidade em torno das candidaturas de Lula presidente e Flávio Dino governador em 2018.

É um sinal de que o PT se reposiciona no campo democrático-popular e abre um vasto horizonte para avançar no caminho da grande política.

RESEX CURURUPU: MIGRAÇÃO AM/FM PODE DEIXAR ILHAS SEM RÁDIO

O Blog do Ed Wilson publica hoje o quarto vídeo da série sobre a Reserva Extrativista de Cururupu.

A Resex foi criada em 2004, por meio de um decreto do governo federal, delimitando uma área de aproximadamente 185 mil hectares nos municípios de Cururupu e Serrano do Maranhão.

Neste vídeo, entrevisto o presidente da Associação dos Moradores da Resex, Vagner Louzeiro (Vaguinho), pescador e líder comunitário atuante nas 17 ilhas que integram a reserva.

Vaguinho mora na ilha de Guajerutiua. Apaixonado por rádio desde a década de 1960, ele demonstra preocupação com a migração das emissoras AM para FM.

Nas ilhas só é possível sintonizar emissoras AM. Nenhuma rádio FM alcança a Resex de Cururupu.

Diante da migração e sem oferta de internet com qualidade, a recepção de rádio nos dispositivos móveis é quase inviável.

A MALDIÇÃO DA VÍRGULA

Eloy Melonio *

Os sinais gráficos, muito comuns na linguagem escrita, auxiliam a vida de muitas pessoas: escritores, advogados, jornalistas, estudantes e leigos. Ou seja, de todo aquele que precisa escrever relatórios, trabalhos escolares, e-mails, entre outros tipos de textos. Parece algo sem muita importância, mas, quando mal colocados, esses sinais podem causar grandes problemas à clareza da comunicação escrita.

Dentre eles, um me parece o mais violado. Estou falando da “vírgula”. Usá-la ou não é um dilema que sempre deixa atônitos os produtores de textos. Um antigo manual de redação de uma grande editora nacional lembrava: “Quando bem-empregadas, (as vírgulas) contribuem para dar clareza, precisão e elegância às suas frases. Em excesso, provocam confusão e cansaço”. E ainda dava um recado valioso: “Frase cheia de vírgulas está pedindo um ponto”.

E assim a vírgula é provavelmente o que mais usamos. Não se escreve bem sem se recorrer aos seus préstimos. Mas como é aviltada! Como sofre nas mãos dos que não sabem fazer uso de suas propriedades! Imagine alguém lhe pedindo para fazer algo que não seja do seu ofício! Pois é isso o que acontece com a pobrezinha. Muitas vezes é jogada de um lado para o outro sem o menor critério. Fazem dela o que querem. Usam e abusam de sua disponibilidade. Mas, muitas vezes, é esquecida, menosprezada, mandada para onde não gostaria de ir.

O certo é que a vírgula reclama de duas coisas: do abuso e do descaso. Essa confusão já me incomoda há bastante tempo. Daí tirei alguns minutos para refletir sobre esse problema. Decidi sair em sua defesa. Porque a vírgula é generosa e confiável, sempre disponível para o que der e vier. Por isso não entendo por que as pessoas fazem-na de “otária” ou “burro de carga”.

Seria uma maldição? Não seria ela o calcanhar-de-aquiles de muitos escritores? Difícil responder. Para escrever este texto, por exemplo, precisei fazer consultas e revisões, principalmente ― perdoem-me a sinceridade ― por causa da “maldita” vírgula.

Uma coisa é certa: não dá para fugir das vírgulas. Abro o jornal, lá estão as coitadinhas. Vou para os livros, vejo-as geralmente bem-comportadas. Nos anúncios publicitários, espremidas, como uma débil plantinha entre ervas daninhas. Nas redes sociais, em precário estado de lucidez.  Lembro-me agora que até no Guia do Estudante de minha faculdade fizeram-na passar vexame, sujando a beleza gráfica do livreto. E por fim, encontro-as, amontoadas, em toda parte no meio de um emaranhado de palavras.

Já imaginou se a vírgula se revolta e deixa de comparecer aos nossos textos?! Que seria dos aficionados pela arte de escrever? Suas ideias teriam o mesmo sentido? E os leitores? Poderiam ler como se estivessem ouvindo a voz do escritor?

Nem pensar! Sem a vírgula, nossos textos não teriam o mesmo sentido. Destarte, é dever de quem escreve valorizar “a vírgula nossa de cada dia”. Precisamos tanto dela que, antes de eu começar a escrever esta crônica, peguei uma folha com as regras para o seu uso. E, a todo instante, via-me “pescando” dicas para empregá-la corretamente. E mais: vez por outra, deparo-me com erros, vaciladas. E penso: Como pude cometer este erro?! Então descubro o quanto tenho a aprender com ela e como preciso aprofundar nossa intimidade.

Desencantada, a pobre vírgula, espera um dia ser mais respeitada.

“Opa!”, minha “vírgula-da-guarda” me cutuca, mostrando-me que acabei de meter a pobre criatura numa encrenca. Cometi um gravíssimo crime gramatical, um erro crasso. Usei-a para separar o sujeito do verbo, exatamente a vacilada que mais me incomoda com relação ao seu uso.

“Tá bom, vou consertar” ― prometo decepcionado. “Não”, replica a angelical entidade gráfica. “Deixe-me lá para alertar os desatentos e despreparados. Quem sabe aprendam a evitar o mais elementar dos erros”.

Que alívio! Ainda bem que a vírgula aguenta com resignação essas agressões. Já pensou se ela resolve reagir tal qual nossa querida Alcione: “Não sei se vou aturar esses seus abusos / Não sei se vou suportar esses seus absurdos”.

Felizmente a vírgula já provou que é gente fina: tolerante, paciente, compreensiva.

Viva a vírgula!

* Eloy Melonio é professor de inglês, poeta e compositor

PT DO MARANHÃO DEFINE O NOVO PRESIDENTE

Augusto Lobato e Zé Inácio polarizam a disputa

Começa hoje (12), às 19h, no Cesir/Fetaema (Araçagi), o congresso que vai definir o próximo presidente estadual do PT.

Participam com direito a voto os delegados indicados pelas chapas que concorreram no Processo de Eleição Direta (PED), realizado em abril.

A disputa está polarizada entre o atual vice-presidente, Augusto Lobato; e o deputado estadual Zé Inácio. Eles acumulam o maior número de delegados.

Francimar Melo, cuja chapa computa 40 delegados, é o fiel da balança no congresso.

O resultado será conhecido no final da tarde de sábado (13).

Veja abaixo a programação completa.

Dia 12 de maio (sexta-feira)

19:00h – Mesa de abertura – com participação do Governador Flávio Dino, Prefeito Edivaldo Holanda Junior, dos Secretários Estaduais, Deputados e Deputadas petistas, Prefeitos (as) e vice prefeitos(as), Vereadores(as), Membros do Diretório Nacional e Representantes dos movimentos sociais.

20:30h – Leitura e aprovação do regimento

21:30h – Atividade Cultural.

 Dia 13 de maio (sábado)

7:00h – Café da manhã

08:30h – Plenária de apresentação e defesa de teses

12:30h – Almoço

14:30h – Plenária de encerramento e apresentação dos candidatos e candidatas à presidência Estadual e das Chapas ao Diretório Estadual e  Chapa de delegados(as) ao Congresso Nacional

16:00h – Início da votação da Eleição da nova direção, do presidente Estadual e dos delegados e delegadas nacionais

17:00h – Apresentação e votação de resoluções e moções

17:30h – Encerramento e proclamação dos resultados

18:00h – Jantar

JUÍZES FEDERAIS REPUDIAM O MINISTRO GILMAR MENDES

A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) divulgou uma nota pública repudiando a declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, sobre a busca de constante popularidade dos membros da operação Lava Jato para obter apoio da opinião pública nas investigações.

Segundo a nota da Ajufe, as palavras utilizadas pelo ministro “não estão à altura do cargo que ocupa”.

De acordo com o documento da entidade representativa dos magistrados federais, Gilmar Mendes tenta desqualificar as investigações de maneira agressiva.

Veja na imagem a íntegra da nota pública da Ajufe.

1º ROUND: LULA DOBRA MORO

Várias batalhas ainda serão travadas até o período eleitoral de 2018, tempo da grande guerra na política brasileira.

No primeiro confronto, Lula (PT) entrou e saiu vitorioso. Cara a cara com o juiz Sergio Moro, o petista encarou o interrogatório com firmeza.

Moro, no alto da arrogância, ficou encurralado pela retórica de Lula.

Fora da sala do interrogatório, nas ruas, o PT também saiu vitorioso. Gente na rua, de verdade, agitava bandeiras vermelhas.

A ideia de que haveria um grande movimento de massa para acuar o petismo reduziu-se a meia dúzia de “militantes” verde-amarelados em volta de um boneco inflável.

No eixo central do interrogatório, o juiz tentou de todas as formas relacionar Lula à propriedade do “triplex”. Mas, nem isso conseguiu.

Na primeira batalha, o petista venceu.

Outras virão.

CONFIRA AS ESTREIAS NO CINE PRAIA GRANDE

Novos filmes estarão na tela no período de 11 a 17 de maio

Estreia 

JACKIE, EUA, 100 min, 14 anos, Drama. De Pablo Larraìn. Elenco: Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig. Jacqueline Kennedy (Natalie Portman), inesperadamente viúva, lida com o trauma nos quatro dias posteriores ao assassinato de seu marido, o então presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.

Sessões
Quinta, sábado e domingo: 18h20

Segunda: 17h00

GAGA: O AMOR PELA DANÇA, Israel, 100 min, 14 anos, Documentario. De Tomer Heymann. Ohad Naharin é um renomado coreógrafo e diretor artístico da Compania de Dança Batsheva, de Israel. Um dos mais importantes, inovadores e produtivos coreógrafos do mundo que redefiniu a linguagem da dança contemporânea. O documentário é uma imersão no processo criativo da companhia por trás de suas apresentações únicas e um olhar sobre a fascinante história do artista de 60 anos de idade também conhecido como Mr. Gaga.

Sessões
Quinta, sábado e domingo: 20h00

Quarta: 16h20

Sessão Vitrine Petrobrás

TAEGO ÃWA, Brasil, 70 min, Livre. Documentario. De  Marcela Borela, Henrique Borela. A esposa de Elon (Rômulo Braga), Madalena (Clara Choveaux), desaparece misteriosamente e não volta para casa depois do trabalho. Ele inicia então uma longa jornada por respostas: começa a seguir as rotas diárias da mulher, além de visitar os lugares mais sombrios da cidade. Mas o que ele encontra são vários mal-entendidos e estranhos encontros.

Sessões

De quinta a domingo, às 15h00

EM CARTAZ

ESTRELAS ALÉM DO TEMPO, EUA, 126 min, Livre, Drama. De Theodore Melfi. Elenco: Taraji P. Henson, Octavia Spencer. 1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Sessões
Quinta, sexta e domingo: 16h20

Terça: 16h00

MOONLIGHT – SOB A LUZ DO LUAR, EUA, 115 min, 16 anos, Drama. De Barry Jenkins. Elenco: Alex R. Hibbert, Ashton Sanders, Trevante Rhodes, Mahershala Ali. Três momentos da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade pobre de Miami. Do bullying na infância, passando pela crise de identidade da adolescência e a tentação do universo do crime e das drogas, este é um poético estudo de personagem.

Sessões

Quarta: 14h30

Sessão CineClassics

UMA RUA CHAMADA PECADO, EUA, 125 min, 16 anos. Drama. De Elia Kazan. Com Marlon Brando, Vivien Leigh. Blanche DuBois, uma mulher frágil e neurótica (Vivien Leigh), vai visitar sua irmã grávida (Kim Hunter), em Nova Orleans, em busca de um lugar que possa chamar de seu, já que, após seduzir um jovem de 17 anos, ela foi expulsa da sua cidade natal no Mississipi. Sua chegada afetará fortemente a vida da sua irmã, do seu cunhado e a sua própria vida.

Sessão única: Sábado, às 16h10.

Ingresso promocional: R$ 6,00

PREÇOS

De segunda a sábado

Inteira: R$ 16,00

Meia: R$ 8,00

Às segundas todos pagam meia-entrada

Domingos

Inteira: R$ 12,00

Meia: R$ 6,00

Sessão Vitrine Petrobras

Inteira: R$ 12,00

Meia: R$ 6,00

Às segundas todos pagam meia-entrada.

CLAUDIO LIMA: UM ARTISTA ÚNICO

Em seu terceiro disco, cantor revela-se também compositor. Rosa dos Ventos será lançado em show no próximo dia 27 de maio

Por Zema Ribeiro

Cada disco de Claudio Lima é único. O artista não repete fórmulas, se arrisca, ousa, nunca se acomoda em uma zona de conforto. É um dos mais talentosos cantores brasileiros em atividade. A cada disco, cuida de cada detalhe: da seleção de repertório – só canta o que lhe emociona – ao projeto gráfico: artista talentoso também nessa seara, já emprestou seus dotes a discos de Bruno Batista e Cecília Leite.

Isto talvez explique o grande intervalo entre um trabalho e outro: cinco anos de Claudio Lima (2001), a estreia, a Cada mesa é um palco (2006), dividido com Rubens Salles, pianista baiano radicado nos Estados Unidos, e mais de 10 entre o segundo e este Rosa dos ventos (2017), que lançará em show no próximo dia 27 de maio (sábado), às 20h30, no Cine Teatro da Cidade de São Luís (antigo Cine Roxy, Rua do Egito, Centro) – os ingressos custam R$ 20,00, à venda na Livraria Leitura (São Luís Shopping); no dia do espetáculo, R$ 30,00, na bilheteria do teatro.

A história de Rosa dos ventos, o disco, começa em 2012, quando Claudio Lima levou para casa o troféu de melhor intérprete no Festival Viva 400 Anos de Música Popular, que celebrou os 400 anos de fundação da capital maranhense. A composição de Bruno Batista, que gravou-a em seu Lá (2013), levou a estatueta de melhor música e com o dinheiro do prêmio, Claudio Lima começou a arquitetar o novo álbum, cuja realização se completou com o patrocínio do Centro Elétrico através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão.

Em Rosa dos ventos o artista debuta como compositor: sozinho ou em parceria, assina metade das 14 faixas, alicerçadas pelas bases eletrônicas de Eduardo Patrício, com quem divide a produção musical. A ele, com seus loops, efeitos sonoros, sintetizadores, baixo, marimba e programação de xilofone, somam-se João Simas (guitarra, baixo, teclado e loops de bateria), Pablo Habibe (guitarra e violão), Rui Mário (sanfona, piano e violoncelo), Roberto Chinês (cavaquinho e bandolim) e João Neto (flauta).

Há poema de Walquiria Almeida musicado (Não seja burra baby), versão de Franz Schubert (Der wegweiser virou Caminhos ocultos), o funk Não sou refém da maioria, cuja mensagem pode ser uma espécie de cartão de visitas do cantor, além de parcerias com Mário Tommazo (Parapapá e Melodia sentimental) e Marcos Tadeu (Só me resta regar tuas petúnias e Falta flauta).

Antenado, Claudio Lima reúne ao menos três gerações de compositores maranhenses na ativa, atestando a si mesmo como um “pescador de pérolas”, expressão que não à toa já intitulou disco de outro grande cantor brasileiro.

Rosa dos ventos abre e fecha com o olhar poético sui generis de Celso Borges sobre a cultura popular e a capital maranhense: a toada Boi tarja preta (parceria com Alê Muniz), em que dessacraliza o bumba meu boi, e a pedra de responsa São Luís (Variações líricas a partir de uma abertura de programa de reggae), versão para o clássico Shaperville, de Michael Riley.

Margos Magah também comparece com duas músicas ao repertório: Salomé minha dor (parceria com o poeta Fernando Abreu) e Nem os cadáveres sobreviverão (com Acsa Serafim), ambas já testadas (e aprovadas pelo público) em shows de Claudio Lima. Quem também lhe fornece um par de pepitas é Bruno Batista: Esmolas e a faixa-título. O repertório se completa com o samba Pingão, de Tiago Máci, recheado de ludovicensidade, crítica social e fina ironia.

Claudio Lima faz música e é impossível rotulá-lo além disso. Sobre a demora deste Rosa dos ventos o que se pode dizer é que valeu a pena esperar. Ele afirma já ter repertório e já estar trabalhando no próximo disco, mas a letra de Não sou refém da maioria pode responder a eventuais cobranças mais apressadas: “não me queiram enquadrar/ em nenhum padrão vulgar/ onde eu tenha que concordar/ o meu molde se quebrou”.

Não é apenas cada disco de Claudio Lima que é único: ele próprio o é.

Foto: Alison Veras

PLACA AMEAÇA DESABAR NO RETORNO DO SÃO FRANCISCO

Uma placa de sinalização pode desabar a qualquer momento, no retorno do bairro São Francisco, em São Luís.

Os parafusos de sustentação do equipamento soltaram e a placa ficou pendente.

Diante do risco de desabamento, um dos flanelinhas do retorno subiu no poste e fez várias tentativas de descolar a placa do suporte.

Sem êxito, o flanelinha desistiu e a placa ainda está no local, podendo desabar e colocar em risco os veículos, motoristas, pedestres e ciclistas que transitam em uma das áreas mais movimentadas de São Luís.

Fotos: Ed Wilson Araujo

RESEX CURURUPU: PESQUISADORES MONITORAM O CICLO DA PESCADA AMARELA

O Blog do Ed Wilson publica hoje o terceiro vídeo da série sobre a Reserva Extrativista de Cururupu.

Neste vídeo, entrevisto dois pesquisadores dedicados ao estudo sobre o ciclo reprodutivo da pescada amarela, peixe de forte valor comercial e apreciado pelos maranhenses e turistas.

O monitoramento da pescada amarela é feito na ilha de Guajerutíua, uma das mais importantes da Resex de Cururupu.

A Resex foi criada em 2004, por meio de um decreto do governo federal, delimitando uma área de aproximadamente 185 mil hectares nos municípios de Cururupu e Serrano do Maranhão.

Ao todo, 17 ilhas integram a reserva.

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