RESEX CURURUPU: NARON E AS ESTÓRIAS CURIOSAS SOBRE RÁDIO

O Blog do Ed Wilson publica hoje o quinto vídeo da série sobre a Reserva Extrativista de Cururupu.

Neste vídeo, converso com o pescador e mestre de embarcação “Naron”, morador da ilha de Guajerutiua.

Naron conta estórias curiosas sobre o hábito de ouvir rádio nas ilhas que fazem parte da Resex Cururupu.

Criada em 2004, por meio de um decreto do governo federal, a reserva delimita uma área de aproximadamente 185 mil hectares nos municípios de Cururupu e Serrano do Maranhão.

Ao todo, 17 ilhas integram a reserva.

PEDRINHAS DE VOLTA À PAUTA

O Governo do Maranhão precisa fazer uma investigação rigorosa no sistema prisional.

Pedrinhas voltou à pauta da mídia nacional, com fuga de presos e pânico no cárcere.

O episódio da fuga de detentos, com uso de dinamite para explodir uma parede, é ato de ousadia do crime organizado.

Cabe, sobretudo, uma apuração sobre os fatores internos que provocaram a falha na segurança e proporcionaram o uso de serras para cortar as grades das celas.

No mínimo houve conivência. Esse é o ponto de partida para uma investigação rigorosa.

Pedrinhas do passado era marcada por cabeças cortadas e outras atrocidades, quando o presídio estava totalmente sob o controle das facções criminosas.

Não é bom sinal o que ocorreu domingo. As grades serradas e a dinamite foram ações de alto impacto dentro do sistema prisional.

As forças de segurança precisam agir, investigar e punir os culpados.

DIRETAS JÁ, COM REFORMA POLÍTICA

O presidente Michel Temer (PMDB) não tem condições políticas nem morais de continuar na Presidência da República.

Depois de transformar o governo em um abrigo de denunciados e investigados, ele próprio está no centro do esquema de corrupção que chega ao centro do Palácio do Planalto.

A situação do presidente é tão grave que até os partidos da base aliada abandonaram o barco do poder carcomido.

Claro está que só existe uma saída para o Brasil: eleições diretas para presidente.

Mas, apenas a eleição direta não é suficiente para recuperar o verdadeiro sentido da democracia.

Não adianta trocar o presidente se o esquema de financiamento de campanha seguir da forma que está, corrompendo as campanhas e as candidaturas.

É impossível recuperar a prática cidadã se a compra de votos, partidos e pessoas continuar sendo a principal forma de obter espaços nos parlamentos e nos executivos municipal, estadual e nacional.

Fato concreto é que toda a estrutura eleitoral está corrompida, salvo raras exceções.

Portanto, as eleições diretas podem ser apenas uma saída imediata para a crise.

Mas, não é suficiente. A grande tarefa do Brasil é realizar uma profunda reforma política, que elimine as legendas de aluguel, iniba o financiamento privado e transforme a propaganda eleitoral em um palco de debates e não apenas experimentos de marketing.

As eleições diretas, repito, são a saída imediata. A reforma política é uma tarefa muito maior, essencial para a restauração da democracia.

Eleições sob a manta da corrupção servirão apenas para legitimar o sistema corrupto e reproduzi-lo com novos atores e atoras.

O Brasil precisa virar essa página.

100 ANOS DE JOSUÉ MONTELLO (PARTE 5): OS TAMBORES DA CASA DAS MINAS

O Blog do Ed Wilson segue na postagem sobre os recortes da obra do escritor Josué Montello, por ocasião do seu centenário de nascimento, celebrado em 2017. Nesta passagem, à página 201, o autor discorre sobre os tambores da Casa das Minas e a sensação de liberdade que a percussão provocava nos negros.

“São Luís está coberta pelo negro manto das suas noites estreladas, sibilia o vento nas ruas em ladeira, chiam os bicos de gás nos lampiões vigilantes, um carro estronda as rodas nas pedras do calçamento, enquanto retinem as ferraduras dos cavalos espicaçados pela taca do cocheiro, e eis que ressoam os tambores do querebetã da Rua de São Pantaleão, graves, nervosos, compassados, guardando intacto o seu batuque primitivo, e que hoje reúne os negros livres como outrora reunia os negros escravos. Sobretudo os negros escravos. E estes vinham aos dois, aos três, ou sozinhos, protegidos pelas sombras das ruas desertas, e ali reencontravam seus deuses, seus cantos e seus irmãos. Esqueciam-se do cativeiro, não tinham mais senhores nem feitores, e sim voduns, que os habitavam e protegiam. Pouco importava que trouxessem no corpo as marcas das cangas, dos libambos, dos vira-mundos, das gonilhas e das gargalheiras. Ou que ali entrassem com as mordaças e as máscaras de flandres. Os tambores retumbavam, e eles, os cativos, eram novamente os donos de suas horas, senhores de suas vontades.”

MONTELLO, Josué. Os tambores de São Luís. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978.

Foto: Reginaldo de Jesus

MUSEU DO REGGAE DO MARANHÃO TERÁ PAREDÕES DE RADIOLAS, MANEQUINS E PROJEÇÕES

Com uma área de 397 metros quadrados, o Museu do Reggae do Maranhão, previsto para ser inaugurado em agosto de 2017, mostrará as peculiaridades do gênero musical em diversas formas. Para interação do público, o espaço contará com um salão de aproximadamente 35 metros quadrados e móveis que imitam os paredões das radiolas, uma sala de exposição dos artistas e assuntos do cenário mundial, equipamentos de projeção e recursos audiovisuais, além de diversos manequins trajando, a caráter, a cultura da massa regueira.

O projeto arquitetônico do museu tem como principal função homenagear o maior ícone do reggae, Bob Marley, deixando um legado às próximas gerações. O artista foi o responsável por inserir o reggae e a Jamaica no mapa do mundo. Abrigado no prédio de nº 124 da Rua da Estrela, no Centro de São Luís, as obras de adequação ocorrerão na estrutura já existente. O projeto foi elaborado pela equipe da Superintendência do Patrimônio Cultural do Estado do Maranhão – SPC/SECTUR, coordenada pelo arquiteto e superintendente do órgão, Eduardo Longhi, em parceria com o diretor do Museu do Reggae, Ademar Danilo.

“Nós entramos com a parte de arquitetura e contemplamos o espaço com a melhor forma da ideia que o Ademar propôs, junto com o pensamento arquitetônico do museu, dando ênfase na parte cultural do reggae”, diz Longhi. O museu deve ter toda as paredes pintadas de verde, vermelho e amarelo. As tonalidades imprimem as “cores do reggae” e são rapidamente identificadas pelos seguidores do movimento rastafári, tendo cada uma o seu significado. O vermelho traz na sua representação o poder e a fé; o amarelo, a igreja e a paz; e o verde, a terra e a esperança.

Mais que as cores, o Museu do Reggae do Maranhão abrigará um salão de reggae, com grandes paredões de radiolas. Dentro da sala de exposição, haverá totens com informativos, móveis contemplando peças do reggae, artistas e quadros. “A ideia é fazer uma releitura de como funcionavam e funcionam os salões de reggae no Maranhão, colocando um móvel que imita um paredão de som, com tv de led, projeções, luminotécnica e manequins vestidos a caráter da especificidade do reggae maranhense”, antecipa o arquiteto.

Jamaica brasileira

Buscando as raízes na Jamaica, a sala de exposição mundial será implantada de forma cronológica, formando uma linha do tempo, na qual será contada a história de onde começou o reggae e de onde está hoje. “Será desde quando surge o reggae, na Jamaica, até a transição e implantação da cultura musical no Maranhão”, ressalta Longhi. Em um outro espaço será instalado o arquivo do cenário nacional do reggae. Os arquivos e a contemporaneidade dos artistas maranhenses serão expostos numa sala ao lado, com a periodicidade a ser divulgada brevemente pela direção do local.

Dentro do pátio interno será instalada uma área de vivência com lanchonete e uma sala de estudos com computador, para que os frequentadores possam pesquisar e fazer trabalho relacionados ao reggae. A estrutura conta, ainda, com uma sala de administração e dois banheiros. O Museu do Reggae ficará integrado às casas de cultura da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur). O ambiente oferecerá recursos tecnológicos, linha do tempo, recursos audiovisuais, história das radiolas, objetos característicos do reggae desde os antigos até os mais modernos e um espaço exclusivo para homenagear Bob Marley.

No desafio de materializar memórias, construir a narrativa do ontem, do hoje e também tentar captar as tendências do amanhã do reggae, o DJ Ademar Danilo estará no posto à frente do Museu do Reggae. Ele conta que essa é a realização de um antigo sonho dos  “velhos guerreiros regueiros”.  Segundo ele, “o reggae se presta a ser veículo de mensagens de liberdade, igualdade, paz, amor e harmonia. É uma música militante que combate preconceitos e discriminações”.

O DJ e diretor fala ainda da importância cultural e turística do reggae no Maranhão, distinta de tudo no mundo. Ele enumera a cadeia produtiva do ritmo que engloba todas as camadas sociais, étnicas e etárias do Estado. “Não é à toa que São Luís é conhecida nacional e internacionalmente como a Jamaica brasileira”, ressalta.

Secap (Secretaria de Comunicação e Articulação Política)

ELEIÇÕES 2018: RUÍNA DE TEMER ABALA OS PLANOS DE ROSEANA SARNEY

A chance de Roseana Sarney (PMDB) ser candidata ao Governo do Maranhão, que já era remota, ficou quase zero com a delação da JBS que colocou o presidente Michel Temer (PMDB) no centro da crise.

Pela tradição, a filha de José Sarney sempre ganhou eleições nadando em dinheiro, principalmente utilizando a máquina do Palácio dos Leões e os financiadores privados.

Sem a chave do cofre do Maranhão e com o dinheiro privado sob a vigilância da Lava Jato, Roseana Sarney não vai se aventurar em uma disputa correndo o risco de perder.

Antes da delação da JBS, havia um cenário de irrigação da campanha através do governo federal, capitaneado pelo PMDB de José Sarney.

Agora, a ruína de Temer joga uma pá de cal na candidatura de Roseana Sarney ao Palácio dos Leões.

Essa é a leitura do momento, mas pode haver alterações.

No Brasil de mudanças repentinas, a candidatura dela pode retornar ao cenário pelas mãos de Lula, caso haja uma reaproximação entre PT e PMDB.

Muita água ainda vai descer na enxurrada.

Neste momento, a ruína de Temer derruba também as pretensões de Roseana. E  tudo pode ficar pior se a Lava Jato fizer uma devassa geral na família do coronel José Sarney.

JORNADA DE PESQUISA E EXTENSÃO EM COMUNICAÇÃO RECEBE TRABALHOS ATÉ SEGUNDA-FEIRA (22)

A IV Jornada de Pesquisa e Extensão em Comunicação aceita inscrição de produções acadêmicas até a próxima segunda-feira (22), nas modalidades “apresentação oral – trabalhos científicos” e “projetos experimentais”. Todas as informações sobre normas e regras do evento estão no site https://jornadacomunica.wixsite.com/jopecom

Com o tema “O lugar do sujeito nas práticas de comunicação contemporânea”, a jornada será realizada nos dias 13 e 14 de junho de 2017, no Centro de Ciências Sociais (CCSo) da UFMA. O evento é uma oportunidade para debater os temas da comunicação contemporânea e dar visibilidade aos projetos de pesquisa, trabalhos de conclusão de curso, dissertações, teses e de produções resultantes das disciplinas teóricas.

Abertura

A professora Ana Carolina Escosteguy, da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUC-Rio Grande do Sul, é a conferencista de abertura da jornada. O encerramento será com a palestra “Arte, ativismo e redes sociotécnicas: a construção do sujeito poético-político”, do professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Fernando Gonçalves.

Durante a IV Jornada de Pesquisa e Extensão em Comunicação ocorre também a I Mostra Competitiva de Vídeos “Gato Digital”, além de oficinas e grupos de trabalho em sete subáreas da comunicação: audiovisual; jornalismo, mídias sonoras, relações públicas e marketing, mídias digitais, experiências comunicacionais e projetos experimentais. 

A inscrição é gratuita. O evento é uma parceria do Departamento de Comunicação Social da UFMA e de dois núcleos de pesquisa: ObEEC (Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação) e NEEC (Núcleo de Estudos Estratégicos em Comunicação), com apoio do Diretório Acadêmico de Comunicação e da Cemar.

SERIA PUTIN UM NERO?!

Em tempos de beligerância internacional, a imagem do presidente da Rússia, Vladimir Putin, tocando piano lembra de longe a figura do imperador romano Nero, no ano 64 d.C.

Conta a lenda que o tirano Nero mandara atear fogo em Roma e enquanto a cidade ardia ele tocava harpa ou violino.

Fora da lenda, fato concreto é que houve um incêndio em Roma, atribuído a vários fatores, entre eles os conflitos pela tomada do poder do imperador.

No século XXI outros tiranos estão em cena: Donald Trump (Estados Unidos), Bashar al Assad (Síria), Tayyip Erdogan (Turquia), Vladimir Putin (Rússia), Kim Jong-Un (Coréia do Norte), apenas para ficar nestes exemplos.

Putin espalhou os dedos sobre o piano enquanto aguardava o início de uma reunião com o presidente da China, Xi Jinping, para tratar de investimentos na ordem de 1 trilhão de dólares na recuperação da Estrada da Seda.

A reunião entre os presidentes da Rússia e da China ocorreu no clima de apreensão devido ao lançamento de um míssil balístico pela Coreia do Norte no mar do Japão.

Os testes e as ameaças bélicas da Coreia do Norte, inclusive com armas atômicas de grande potencial destruidor, preocupam o planeta.

É como se o líder coreano, Kim Jong-un, estivesse mandando um recado ao mundo: o Nero da vez sou eu!

Foto: Agências Internacionais SPUTNIK / REUTERS

100 ANOS DE JOSUÉ MONTELLO (PARTE 4): AS PALMEIRAS IMPERIAIS E GONÇALVES DIAS

O Blog do Ed Wilson segue na publicação de recortes da obra do escritor Josué Montello, que completaria 100 anos em 2017.

No trecho (abaixo) do livro “Os tambores de São Luís”, a personagem Damião ouve o som das palmeiras ao vento, na praça Gonçalves Dias.

“As pernas de Damião, firmes, compassadas, octogenárias, continuam a levar-lhe o corpo magro, no silêncio da Rua das Hortas, sob a vigilância da lua nova, em direção ao Largo da Cadeia. Mais forte, como num descampado, assobia o vento. E ouve-se perto agora o flabelar das palmeiras-imperiais, que compõem a guarda de honra da estátua de Gonçalves Dias, no Largo dos Amores: seu sussurro é tão forte, misturado ao sibilo da viração, que apaga o bater dos tambores, longe, na Casa das Minas.”

MONTELLO, Josué. Os tambores de São Luís. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978.

Foto: Ed Wilson Araujo

MAIO OITO MEIA: FILME E LIVRO REMEMORAM O MOVIMENTO ESTUDANTIL E CULTURAL NO MARANHÃO

Maio oito meia, uma geração em movimento

O Centro de Criatividade Odylo Costa, filho será palco, no dia 30 de maio, a partir das 18h, do lançamento do projeto Maio Oito Meia, idealizado pelo jornalista e escritor Félix Alberto Lima e amparado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Governo do Maranhão, com patrocínio do Grupo Mateus. O projeto conta com um livro ilustrado e um filme-documentário com informações sobre fatos e personagens que povoaram o ambiente universitário no Maranhão na segunda metade da década de 1980, e suas variáveis políticas e culturais.

O livro e o filme fazem um recorte histórico pela ótica de personagens daquele período que participaram ativamente do chamado movimento estudantil e de intensas agitações culturais no campus da Universidade Federal do Maranhão. Além do filme e do livro – cujo título é “Maio oito meia, crônica de uma geração em movimento” –, o projeto contempla ainda um LP e um CD com músicas que marcaram a cena universitária nos anos 1980 interpretadas por nomes como Zeca Baleiro, Rita Benneditto, Tribo de Jah, Flávia Bittencourt, Nosly, Carlinhos Veloz e outros.  

Maio Oito Meia terá três exibições do filme no Cine Praia Grande, no dia do lançamento, além de noite de autógrafos do livro e audição do LP e CD no hall do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho.

Maio Oito Meia é uma realização do Grupo Oito, com apoio do Mavam, e tem como produtoras Cássia Melo (produtora executiva) e Juliana Hadad.

O livro

Maio Oito Meia parte da polêmica exibição do filme “Je vous salue, Marie”, de Jean-Luc Godard, em maio de 1986, no campus do Bacanga, e avança sobre as disputas políticas no meio da militância estudantil, os festivais de música na UFMA, a poesia cambaleante da Akademia dos Párias, o Circo Voador no México, o Comunicarte, o show de Lobão e Titãs no Colégio Maristas, entrevistas memoráveis com Agostinho Marques e Luís Carlos Prestes, as primeiras eleições diretas para reitor na universidade, o jornal laboratório do curso de Comunicação Social e muitos outros fatos. Em Maio Oito Meia, cujo prefácio é assinado pelo jornalista e poeta Eduardo Júlio, estão as impressões digitais de uma geração que, passados 30 anos, não perdeu de vista o sonho de transformar delírio em pós-realidade.

O filme

O filme é um livre documentário com depoimentos de personagens dos movimentos culturais e políticos do circuito universitário na década de 80 em São Luís. Além das entrevistas, o filme dirigido por Beto Matuck contém imagens inéditas de episódios e eventos que marcaram aquela década no Maranhão, como Fump, Comunicarte, solidariedade de estudantes e professores aos desabrigados do Sá Viana, passeatas e protestos, a luta contra o muro do campus etc. 

O vinil

O LP e o CD Maio Oito Meia trazem 12 músicas (11 regravações e uma canção inédita) que também embalam a trilha sonora do filme. Entre as faixas estão “Senzalas”, com a Tribo de Jah; “Oração Latina”, com a dupla Alê Muniz e Luciana Simões; “Viagem a Moscou”, com Célia Leite e Nathalia Ferro; “Aquela estrela”, com Jorge Thadeu; e “Asas da paixão”, com Flávia Bittencourt. Betto Pereira, César Nascimento, Mano Borges, Celso Reis, Carlinhos Veloz, Erasmo Dibell, Zeca Baleiro, Nosly e Rita Benneditto são outros intérpretes presentes no disco.

Scroll To Top